2ª Agência Experimental de Notícias do Iesb

Uso social das tecnologias digitais da comunicação

Archive for the ‘Redes Sociais’ Category

Mensagem nas redes sociais pode causar demissão

Posted by tchayane em 02/05/2011

Empresas investigam vida dos funcionários pelos sites de relacionamento

Thallyta Chayane

É preciso ter cautela ao usar as redes sociais no trabalho

Cada vez mais empresas utilizam as redes sociais para observar a opinião e a postura dos funcionários. Muitas vezes, o que os colaboradores expressam no meio virtual gera demissões. E isso pode afetar muita gente, já que o Brasil é um dos paises que mais acessa sites de relacionamento, tendo 87% dos internautas acessando redes sociais segundo o  Ibope Inteligência.

Felipe* sofreu as consequências do mau uso das redes sociais. Ele conta que foi demitido de um escritório de contabilidade porque postou a seguinte mensagem no Twitter: “Não aguento mais, vou ficar louco, preciso de férias!” De acordo com ele, a mensagem era um simples desabafo. Mas a contadora e chefe de Felipe, Sara* que o seguia na página, disse que a “twittada” foi uma ofensa ao escritório. Segundo ela, a mensagem postada teve um tom mais forte. “Eu me lembro exatamente como era: ”Não agüento mais, a escravidão acabou! Tô louco! Quero férias!”

A contadora disse que, quando leu a mensagem, ficou furiosa, imprimiu a página do Twitter e chamou Felipe à sua sala. Colocou as folhas sobre a mesa e disse: “Parabéns. Você ganhou férias, mas por tempo indeterminado”. A empresa o demitiu por justa causa, pois entendeu que a mensagem denegriu a imagem do escritório. “É como se nós não respeitássemos os direitos do trabalhador”, afirma.

A advogada trabalhista Rosimeire Dayrell afirma que as empresas podem demitir funcionários por justa causa, quando há quebra o sigilo de dados empresa. Falar mal do quadro de funcionários, e desrespeitar seu superior por meio das redes sociais também pode gerar demissões. No entanto, a empresa deve provar a falta cometida, que pode ser escrita, impressa, por imagem ou com o depoimento de testemunhas. “Aconselho as pessoas a deixarem os comentários maldosos sobre o trabalho para rodas de amigos.”

Mensagens postadas em redes sociais geraram problemas também no curso do Centro de Ensino Técnico da Academia da Polícia Militar (PM) de Belo Horizonte (MG). Um aluno da PM, que prefere não se identificar, conta que um colega de classe disse na comunidade do curso no Orkut que as aulas e as atividades estavam “um mel, muito fácil, moleza”. De acordo com ele, os coordenadores do programa viram a mensagem e puniram todos os alunos. A assessoria da PMMG informou que o aluno foi punido, pois “expôs a corporação”, e agiu de má fé ao comentar sobre o curso.

Empresa

Cornélio Sebastião

O RH conta problemas causados na empresa por causa do mau uso das redes sociais

“O acesso a redes sociais e e-mails particulares é restrito aqui”, conta Cornélio Sebastião, chefe do departamento de recursos humanos da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), em MG. Ele diz que a empresa já teve problemas com o uso da internet.  Um funcionário divulgou informações sigilosas da cooperativa em nome do departamento pessoal. Outro acessou páginas de conteúdo pornográfico, o que danificou sistemas da empresa e culminou na perda de arquivos importantes. O RH conta que a empresa advertiu o primeiro funcionário e o transferiu de setor. O segundo foi demitido, e certos sites foram proibidos.

De acordo com ele, a Coagril possui um regimento interno, que define regras quanto ao uso das redes sociais, e deixa claro para os empregados as regras e as punições. Por exemplo, se o colaborador acessar qualquer rede social no horário de expediente, será advertido duas vezes. Na terceira, será demitido por justa causa.

“Para contratar um funcionário, as empresas rastreiam informações sobre o candidato. Elas pesquisam desde comunidades das quais ele participa e até os comentários feitos nas diversas redes sociais”, diz a advogada Rosimeire. Ela afirma que o departamento pessoal das companhias tem o direito de monitorar a vida virtual dos funcionários, “desde que seja para garantir a segurança delas”.

*Nome fictício para preservar a identidade dos entrevistados

O administrador de empresas Robson Fontana fala sobre como as redes sociais podem interferir no ambiente de trabalho.

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Ter muitos amigos nas redes sociais provoca estresse

Posted by jornalista01154 em 27/04/2011

Pesquisa inglesa diz, no entanto, que poucos admitem que as páginas geram ansiedade

Joana Saraiva

“Em todas as redes sociais, você só vê gente linda, descolada, engajada e com uma opinião muito séria sobre as coisas. As pessoas têm propriedade para falar de tudo. São doutoras em ‘Tudologia’.” A produtora de TV Evinny Araújo, de 22 anos, se cansou disso tudo e decidiu, depois de três anos, abandonar o Orkut.  “É um estresse danado pra dar conta de toda a expectativa que as pessoas criam em torno de si mesmas.”

Poucos assumem o vício em usar redes sociais

Pesquisa realizada na Universidade Edinburgh Napier, na Inglaterra, constatou: o uso constante das redes sociais pode gerar estresse. E mais: quanto maior o número de amigos, maior o desgaste. Os pesquisadores entrevistaram cerca de 200 estudantes usuários do Facebook, mas apenas 12% admitiram que as redes sociais contribuem para que fiquem mais estressados. Segundo os estudiosos, esse estresse está ligado ao número de contatos.

A pesquisa, divulgada em fevereiro, diz que aqueles que lidam com um número maior de amigos virtuais tem de gastar mais tempo nas redes sociais. Ou seja, a pessoa fica mais tempo na frente do computador. Então vêm as consequências: dor de cabeça, vista cansada e postura incorreta.

Mas não é só isso. As redes sociais estão criando “pequenas celebridades”, que se sentem pressionadas a manter informações atualizadas para a lista de amigos. Assim, essas pessoas acabam ficando viciadas em acessar esses ambientes, com medo de perderem algo importante.

Centenas de amigos 

A estudante Isabella Lima Costa, 19 anos, admite que é fã das redes sociais. A jovem tem perfis no Twitter, no Orkut, no Facebook e no Tumblr (blog de textos curtos, como o Twitter). Só no Orkut ela tem mais de 600 amigos e, no Facebook, o número já passa de 300. Para manter seus perfis atualizados, postar fotos e responder aos recados dos amigos, ela passa pelo menos três horas do dia conectada às redes sociais. “Acesso meus perfis do meu computador, em casa. O máximo de tempo que eu fiquei sem atualizá-los foi duas semanas. Confesso que fiquei ansiosa para saber quais seriam as novidades.”

A estudante de enfermagem Carissa Menezes, 23 anos, passa em média cinco horas por dia na internet. Ela tem contas no Orkut e no Facebook. Em cada uma delas tem mais de 300 amigos virtuais. “Acesso em casa, do meu notebook. Vejo meus perfis e converso com meus amigos”. A universitária diz que, apesar de gastar muito tempo com as páginas de relacionamento, não fica ansiosa quando não consegue acessar os sites.

A estudante de administração Raquel Sousa*, 20 anos, tem conta no MSN, no Orkut e no Facebook e gasta mais de quatro horas por dia com todas elas. No Orkut são mais de 700 amigos e, no Facebook, quase 400. O maior vício é acessar diariamente o MSN. “Tenho mania de acordar e ligar o computador. Acesso todos os dias meus perfis. Gosto de saber quais são as novidades dos meus amigos. Acho que é uma forma de me manter informada socialmente.”

Vida real

A psicóloga Adriana Barbosa Sócrates, professora do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), diz que as pessoas devem ficar atentas para não passar da fronteira entre o vício e o uso adequado das redes sociais. De acordo com ela, a luz vermelha pisca “quando o usuário vive em função disso e deixa de lado as outras atividades diárias.”

A especialista aconselha quem usa essas redes virtuais de forma intensiva a estabelecer contatos reais e presenciais. “O ideal é que essas pessoas passem um tempo juntas, se relacionem, troquem olhares, conversem. Tudo isso, fora do âmbito virtual”, avalia.

Evinny Araújo, produtora que abandonou o Orkut há cerca de três anos, conta que deixou a página por causa das constantes abordagens de desconhecidos interessados em saber mais sobre a vida dela. “Enquanto você usa uma rede social de maneira saudável, para se comunicar com amigos antigos ou até mesmo com aqueles que estão distantes, é válido. Mas quando essa rede passa a permitir que pessoas alheias ao seu conhecimento interfiram na sua vida é muito chato.”

Apesar dessa aparente aversão às mídias sociais, ela revela que, desde 2009, tem uma conta no Twitter. “Uso muito por causa da minha profissão e por ser uma rede social de comunicação rápida. E isso não quer dizer apenas exposição pessoal. Se as pessoas usassem menos o computador, elas fariam, com certeza, menos terapia”, completa Evinny.

*Nome fictício usado para preservar a identidade da fonte

A psicóloga Adriana Barbosa Sócrates explica como saber quando uma pessoa está viciada.


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Redes sociais se tornam um problema para casais

Posted by priscillateles em 29/03/2011

Pesquisa feita nos Estados Unidos comprova o aumento de provas de adultério retiradas de páginas como o Facebook

 Priscilla Teles

Página de grupo que troca experiências sobre problemas causados por redes sociais

  Um clique terminou um casamento de 16 anos que gerou três filhos. A insatisfação de Cristina* dentro de casa foi sanada por uma conversa com um conhecido pelo Orkut. O bate-papo evoluiu para encontros. Jonas* o marido traído, descobriu e imprimiu todas as conversas como provas de adultério. Essa é só mais uma história brasileira que serve de exemplo para a pesquisa feita pela Academia Americana de Advogados Matrimoniais (AAML), nos Estados Unidos, que constatou que as redes sociais aparecem cada vez mais como vilãs quando o assunto é separação.

 No estudo, o Facebook é citado como causa de um em cada cinco divórcios nos EUA. Em 66% desses casos, a rede é apresentada como prova on-line de adultério. Além disso, 81% dos principais advogados especializados, ouvidos pela pesquisa, dizem ter visto um aumento desse tipo de prova nos últimos cinco anos. No Brasil, não foram encontrados dados sobre o assunto.

A rede também atrapalha os namoros. Luciano* aceitou no Orkut um pedido de amizade de uma pessoa que admirava seu trabalho como músico. A mulher do outro lado da tela não se contentou em tê-lo apenas como amigo virtual e resolveu puxar assunto e comentar nas fotos. Cíntia*, a companheira de longa data, não gostou dos comentários e das conversas, e foi tirar satisfação. No fim das contas, Luciano viu seu relacionamento quase ruir por palavras mal interpretadas por sua namorada. “Com essa situação eu aprendi que mesmo que seja fã não se pode dar muito espaço, as pessoas abusam”, afirma o músico.

A psicóloga e doutora em ciências do comportamento Luciana Verneque acredita que o Facebook é apenas o meio que facilita o ato. A traição ocorre muito antes da existência desse tipo de ferramenta. “A utilização de redes sociais em relacionamentos extraconjugais é impulsionada pela possibilidade de o amante manter o anonimato, a privacidade e a manipulação de informações como o estado civil, a condição socioeconômica e as características físicas”, diz. A psicóloga acrescenta: “A traição deve ser vista como uma questão cultural. Na maioria das vezes os homens traem por uma afirmação numérica, para serem reconhecidos como os bons. Já as mulheres tem a tendência de trair quando a situação amorosa com o companheiro não está boa”.

Um exemplo é o caso de Patrícia*. Ela observou que seu marido estava adicionando pessoas desconhecidas no Orkut. Quando visitou uma das comunidades de que participava:”Sou mais as morenas”, viu que Júlio* tinha paquerado várias mulheres, com frases do tipo: “Hoje sonhei que estava tomando um banho bem quentinho com você”. Depois do flagra o casal discutiu, e o marido resolveu compartilhar a senha com a mulher. Patrícia exclui 90% das mulheres do orkut, msn e do e-mail dele.

No Orkut, interferência da rede de computadores no casamento ganhou comunidade

De acordo com o psicólogo Diego França, com o mundo virtual, as pessoas se expõem mais. “Surge um problema maior ainda: o das várias interpretações. Por exemplo, mensagens sem contexto se tornam um problema para o casal que não tem uma confiança consolidada ou em que um dos parceiros seja ciumento”, explica França.

No entanto o psicólogo acredita que o futuro vai simplificar essas situações: “Como as redes são novas, as pessoas não sabem lidar direito com isso. Talvez as novas gerações saibam adaptar melhor as relações para conviver com esse novo mundo virtual”.

 *Nomes fictícios foram usados para preservar a identidade dos entrevistados.

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Empresas investem em atendimento pelas redes sociais

Posted by publicitarias2002 em 22/03/2011

Grandes marcas utilizam páginas de relacionamento como marketing de relacionamento e termômetro comercial

Waléria Fortes

Empresas brasileiras investem em mídias sociais como nova forma de atendimento ao consumidor. Pelo menos quatro grandes grupos têm perfis no Twitter, Facebook, Youtube e Orkut. Além do canal para ouvir clientes, as redes podem ser usadas como forma de divulgação de produtos e monitoramento do que está sendo dito sobre a organização.

Twitter da TAM: interatividade e atendimento

A TAM é uma delas. No Youtube, a empresa posta vídeos das campanhas e trechos de programas de entretenimento a bordo. No Twitter, o perfil já conta com mais de 170 mil seguidores que interagem com a companhia. A página é usada para atendimento, divulgação de tarifas especiais, novidades, ofertas e conteúdos sobre viagens. No Facebook, os clientes têm acesso a conteúdos institucionais, alguns direcionados especialmente a fãs da aviação, como fotos de aeronaves. Além disso, é possível pesquisar preços e passagens aéreas disponíveis, de acordo com as datas e os locais desejados.

Segundo Adriana Stadella, assessora de imprensa da TAM, os investimentos em mídias sociais fazem parte da estratégia da companhia. Ela diz que a empresa criou uma gerência de interatividade, por acreditar que o consumidor exige uma aproximação cada vez maior com a empresa. A companhia aérea monitora sua marca em blogs, fóruns e outras redes sociais, produzindo relatórios que funcionam como termômetros online da percepção de suas ações. “Para saber o que pensam nossos clientes é fundamental estar presente em qualquer instrumento ou veículo de manifestação social”, diz Stadella.

Mas os clientes estão preocupados se essa praticidade funciona mesmo. Danilo Rosa, 27, produtor de TV e usuário do Twitter há um ano e meio, recorreu a uma rede por não conseguir resolver problema do cartão fidelidade pelo telefone de atendimento da TAM, mesmo tendo ligado cinco vezes. Insatisfeito, postou uma reclamação contra a empresa em seu perfil e com o monitoramento, a TAM encontrou a reclamação entrou em contato para resolver o assunto. “Fui atendido pelo Twitter após publicar minha insatisfação com o atendimento. A empresa se dispôs a solucionar o problema, mas ainda aguardo soluções”, revela Danilo Rosa.

Jossomar Dimer, gerente de marketing e expansão da rede de lanchonete Xis Gaúcho, usa o Twitter como forma de divulgação de novos produtos, promoções e até reclamações. “Já recebemos sugestões de melhoria pelo Twitter e atendemos ao pedido”, declara Dimer. O gerente diz, no entanto que o atendimento pelo telefone não será substituído pela rede.

Twitter da Zelo: novidades e promoções

De acordo com Bárbara Valente, gerente de marketing da loja Zelo, que também mantêm páginas no Twitter e Facebook, o SAC por telefone e e-mail representam cerca de 90% dos atendimentos ao consumidor, apesar de  alguns problemas e dúvidas serem tirados pelo Twitter. “Muitos clientes ainda não se habituaram ao uso das redes sociais”, afirma Valente.

Carlos Alberto Ferreira, presidente do Conselho Regional de Administração do DF (CRA/DF), afirma que as empresas que utilizam os novos canais precisam redobrar a atenção para que a estratégia não gere mais reclamações. “Cada mídia tem que ser monitorada e atualizada. Se o gerenciamento das informações não for benfeito, o resultado será contrário e negativo. É necessário estar atento e responder em tempo’, salienta.

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História real que virou filme

Posted by jornalista01154 em 22/03/2011

“A Rede Social”, (site oficial – http://www.thesocialnetwork-movie.com/) filme lançado em 2010, conta a história a partir do relato do livro “Bilionários por acaso – A criação do Facebook” (2010). O filme ganhou o Oscar em três categorias: melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora original e melhor edição.

Estudantes criam rede social que dá conselhos

Mark Zuckeberg tinha apenas 19 anos quando criou a rede social, em 2004. Hoje o Facebook abriga mais 500 milhões de usuários. A rede já supera o Orkut e compete com o Twitter.

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Estudantes criam rede social que dá conselhos

Posted by jornalista01154 em 22/03/2011

O site já é popular entre os colegas da Universidade de Brasília

Joana Saraiva

Um estudante cria uma rede social. O site ganha reconhecimento e o número de acessos é maior a cada dia. A história do filme “A Rede Social”, lançado em 2010, ganhou uma versão diferente. Três estudantes de uma universidade pública de Brasília criaram uma rede de relacionamentos virtual, o Advicemee, uma variação da expressão em inglês “aconselhe-me”.

Concebida em dezembro de 2010, a página ainda está em uma versão experimental. Mas, com três meses no ar, tem cerca de 1.300 usuários e 60 mil acessos nos últimos 30 dias. Os sócios e criadores do Advicemee, Rodrigo Gaudard, Diego Cagali e Augusto Fontana, contaram com a ajuda de dois programadores para desenvolver o projeto.

Raphael, Augusto, Rodrigo e Hiro (esq./dir.)

Mas qual o diferencial do site?  Segundo Diego Cagali, 22 anos, estudante de engenharia de produção da Universidade de Brasília (UnB), o Advicemee propicia a troca de informações de maneira diferente, o que não ocorre nas outras redes sociais. “Quer um exemplo? Um amigo que nunca percebeu que fala cuspindo e ninguém tem coragem de avisá-lo. Basta entrar no perfil dele e deixar um recado com o conselho”, explica.

Rodrigo Gaudard, 22 anos, também estudante de engenharia de produção da UnB, conta que ninguém precisa se expor. “Quando você envia um advice para outra pessoa pode ser de forma anônima ou não. De qualquer forma, quem receber o advice terá a opção de torná-lo público ou mantê-lo privado”, comenta.

A rede social criada pelos jovens permite que quem esteja cadastrado possa saber o que os outros acham de você. Você também tem a liberdade para dizer o que acha das pessoas. “A ideia não é ofender ninguém. Muito pelo contrário, é fazer com que as pessoas se conheçam melhor. Até mesmo porque, se você receber um advice que considera agressivo, pode deletá-lo e bloquear o anônimo incoveniente”, pondera um dos criadores, Augusto Fontana, 22 anos, estudante de engenharia civil da UnB. Segundo ele, o diferencial do Advicemee é o autoconhecimento que a rede propicia.  (Saiba mais sobre o site)

O empresário Luth Camargo, 22 anos, está no Advicemee há três meses e já coleciona histórias interessantes. “Um dos conselhos que achei bem engraçado foi: ‘Eu acho que você é pra casar. Só não descobriu ainda’”, conta. Ele diz que sempre lê cada recado com bastante atenção. “Todos os conselhos possibilitam reflexão. Sempre há aqueles comentários acertados, feitos com intenções construtivas pelas pessoas que gostam de você”, conclui.

Página inicial do site de relacionamentos

Projeto 

E de onde surgiu a ideia de ciar o Advicemee? Os três dizem que não foi plágio. Tudo começou durante uma viagem de Réveillon de 2009 para 2010, em Búzios (RJ). Na volta para a capital eles tinham em mente a ideia de criar um site no qual as pessoas pudessem falar para as outras o que nunca tiveram coragem. Eles trabalharam durante seis meses até colocar a página no ar.

Como os três são estudantes da mesma universidade, é por lá que a rede social é mais conhecida. Pelo menos nessa fase inicial a ideia é mantê-la entre os estudantes da universidade e amigos. “Vamos concentrar na divulgação dentro da UnB. Depois buscaremos outras faculdades. Só em seguida queremos ampliar para um patamar nacional. Nosso foco, por enquanto, será o público jovem, que é mais receptivo a esse tipo de novidade”, afirma Augusto Fontana.

Mas a propaganda entre os amigos já repercutiu efeitos. Desde que foi lançado, o trio já concedeu entrevistas a alguns veículos de comunicação. “No futuro pensamos em ganhar dinheiro com isso, mas temos o pé no chão. Estamos caminhando passo a passo e nossos amigos estão ajudando bastante também”, complementa Rodrigo Gaugard.

O boom das redes sociais 

Para o professor de Mídias Digitais do Instituto Superior de Educação de Brasília (Iesb), Nelito Falcão, a internet comercial existe há apenas 15 anos. “Ainda não conhecemos nem exploramos todo o seu potencial”, afirma. Mas ele diz que nenhum outro meio de comunicação até hoje cresceu na velocidade da rede. “Ela existe para conectar pessoas sem restrições tecnológicas. Não estamos falando de computadores conectados, mas de pessoas conectadas. E são as pessoas que fazem a diferença e descobrem diariamente novos usos para a tecnologia.”

Segundo ele, a repercussão do Facebook pode ter chamado a atenção dos três estudantes que criaram o Advicemee, apesar de eles não relacionarem as duas páginas. “O sucesso de todas as redes sociais tem servido como estímulo e aprendizado para empreendedores, especialmente jovens que já cresceram convivendo com a internet”, explica.

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Como sobrevivem as pessoas off-line

Posted by morenonobre em 08/12/2010

Diante do bombardeio de novas tecnologias, ainda há quem opte por não fazer parte do mundo cibernético, seja por não saber ou por não gostar

Fernanda Louise e Mariana Bianchetti

A internet e as milhares de ferramentas que ela carrega conquistam mais seguidores a cada dia. Embora as redes sociais, os e-mails e os jornais online sejam considerados canais importantes de comunicação, nem todo mundo sabe como cada um deles funciona. Os resultados vão da distância dos amigos à perda de emprego.

Mesmo ciente da importância da internet atualmente, a jornalista Sirlene Castro, 39 anos, não gosta de navegar pela web. “Uso vagamente. Não sei usar os recursos e também não tenho paciência para aprender a mexer, principalmente em sites de redes sociais”, afirma. O e-mail é a única ferramenta usada pela jornalista (ela diz que só não abre mão por conta do emprego). “Sei enviar, receber e anexar arquivos: o básico. Não gosto da internet”, diz.

Embora tenha optado por não integrar o grupo dos cibernéticos, Sirlene, que trabalha com assessoria de imprensa, reconhece a falta que o mundo online faz em sua rotina, sobretudo a profissional. “Vejo que atrapalha muito, hoje é preciso ter esse tipo de conhecimento pra trabalhar em muitos lugares”, diz. Sirlene conta que já perdeu um emprego por não sabe acessar a rede. Ouça: 2010-12-08T05_57_49-08_00

Depois de perder a vaga, Sirlene fez um curso de informática que abordava questões de internet, mas não praticou e esqueceu o que aprendeu. “A internet é uma escravidão. Precisando ou não, você tem que saber e mexer sempre”, afirma a jornalista. Sirlene diz que já está acostumada a explicar a amigos e conhecidos por que não gosta da internet e que nunca teve problema com isso nas relações sociais.

Internet deixada de lado

O que era para ser um atrativo para jovens da sua idade acabou virando um problema na vida da estudante de Agronomia Nathália Barbosa, 21 anos. Alheia às novas tecnologias, ela se viu obrigada a entrar nas redes, pressionada pelos amigos. “O problema é que não sei mexer e às vezes perco festas e eventos porque os amigos fazem os convites por meio de Orkut. Fiz, mas confesso: não sei usar e acabo deixando de lado. As pessoas brigam comigo porque não respondo aos recados”, exemplifica.

No campo profissional, a falta do uso das redes também foi um problema para a jovem. Nathália ingressou em um estágio em que, para se comunicar com os outros integrantes da empresa, era necessário usar um e-mail com um dispositivo para bate-papo. “Hoje conto rindo, mas foi uma situação constrangedora não saber algo que para todos, até então, parecia ser tão simples”, lembra. Hoje, a estudante diz que só acessa a rede no trabalho, mas, quando chega em casa, faz questão de ficar desconectado.

Para a professora de comunicação social do Iesb Fabíola Góis, a importância da internet é inegável atualmente. “A disseminação das informações ganhou proporções maiores graças ao grande número de blogs, sites de notícias e redes sociais. Não se pode ficar alheio a esses novos recursos”, afirma. “Quem vive alheio a internet, vive praticamente isolado da sociedade”, completa.

A jornalista, que trabalha com assessoria de imprensa política, comentou sobre a influência da web na campanha de candidatos em época de eleição. “Perde muito aquele que fecha os olhos para o Twitter, o Facebook e o Orkut como ferramenta para se comunicar com o eleitor. As campanhas, por exemplo, ganharam novas formas. Os velhos palanques não empolgam mais”, diz.

Alienados à web

Mesmo assim, casos como esses não são tão incomuns. Apesar do acesso à internet ter melhorado no Brasil, cresceu 75,3% entre 2005 e 2008, o país ainda vive em uma esfera off-line. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009, pelo menos 104,7 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade não usam a internet no País, 65,2% do total.

Segundo a pesquisa, 32,8% dos que responderam não utilizam a rede por acharem desnecessário. Outros 31,6% contaram que não usam porque não sabem. Os 30% restantes explicaram que não têm acesso a um computador.

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Famosos são vítimas de falsidade ideológica na internet

Posted by morenonobre em 04/11/2010

Lidar com plágios e falsa autoria é uma preocupação que tem atormentado a vida de celebridades

Fernanda Louise e Mariana Bianchetti

Você já imaginou alguém se passando por você? E se publicassem na internet um texto com sua assinatura que não fosse de sua autoria? Em meio à expansão das novas mídias, a falsidade ideológica se torna cada vez mais comum. Os principais alvos são pessoas famosas, mas até uma das repórteres que vos fala, meu caro leitor, já teve um perfil falso criado no Orkut. Em situações como essa, como agir?

O apresentador Álvaro Garnero é um dos artistas que tem o selo de autenticidade no Twitter

Nas redes sociais, os chamados perfis “fakes” (falsos, em inglês) são exemplos do problema. Adepto aos sites de relacionamento Orkut, Facebook e Twitter, o apresentador Álvaro Garnero, 42 anos, foi vítima de falsificação de suas páginas pessoais. “No Orkut fizeram uma dezena de perfis falsos meus, mas nem ligo porque a página é fechada. Só que o Twitter é aberto e aparece como se fosse um website pessoal. Muita gente acaba acreditando que as mentiras que ele escreve são verdades”, contou.

Em seu blog oficial, Garnero disponibilizou o perfil correto no Twitter e denunciou o falso aos leitores. Além do desabafo, o apresentador procurou a Justiça para tomar medidas legais. “Uma coisa é brincar, outra coisa é roubar a identidade de alguém. Isso, pela legislação brasileira, é crime.”

Luis Fernando Veríssimo, um dos autores mais lidos do país, comentou sobre o incômodo de ver sua assinatura em textos que não são de sua autoria, durante o evento Escritores Brasileiros, em sua última visita a Brasília. Ele contou que já recebeu muitos elogios por uma crônica que nunca escreveu, mas, alheio à internet, não procurou advogados para tirar o conteúdo da rede.

Legislação

A falsidade ideológica é crime no Brasil, com pena prevista é de um a cinco anos de cadeia. Segundo a advogada especialista em direito autoral Laura Colluci, a medida a ser tomada pelo usuário clonado deve ser notificar a Justiça e aguardar que o perfil seja excluído da rede. No entanto, a advogada diz que, no Brasil, o procedimento pode ser mais demorado. “Isso porque algumas dessas empresas [da internet] não têm sede no País, o que dificulta a tramitação do processo”, diz.

De acordo com a especialista, em alguns casos, é possível denunciar o infrator no próprio site de relacionamentos. O Orkut, por exemplo, destina um espaço especial para denúncias — que só pode ser acessado por quem é cadastrado. O usuário que se sente ofendido é orientado a elaborar uma carta que reúne provas contra quem criou a conta falsa.

No Twitter, as ferramentas para evitar contas clonadas estão disponíveis exclusivamente para celebridades. A empresa criou uma espécie de selo de autenticidade para os perfis de famosos, que só são confirmados após constatação de veracidade da conta pessoal. Personalidades como o jornalista Marcelo Tas e o apresentador Luciano Huck já possuem o carimbo chamado de Verified Account.

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Site francês oferece espaço para poetas divulgarem suas obras

Posted by judaloia em 03/11/2010

Quem escreve poemas ou apenas gosta de lê-los  encontra na internet portal que reúne trabalhos de amadores

Júlia Dalóia e Moreno Nobre

Aproveitando a facilidade das redes sociais, o site francês www.jepoeme.com inovou ao criar um meio em que poetas amadores tem a oportunidade de divulgar suas obras. Por meio deste site, pessoas escrevem, apreciam os poemas publicados e comentam outras obras. O site funciona, mais ou menos, como o Twitter em que pessoas postam o que querem e outras comentam o que foi dito.

Qualquer um pode ser membro do site, mas, para isso, é necessário se cadastrar, criando um login e uma senha. A partir daí, é possível fazer publicações e comentar as obras publicadas. O site, criado em 2007, conta com mais de 17 mil membros e, aproximadamente, 275 mil poemas publicados até o fechamento dessa matéria.

É possível publicar as obras em qualquer língua. Há algumas publicações em português, contudo, grande parte dos poemas publicados é de pessoas da França, do Canadá e de alguns países africanos onde se fala francês. No Brasil, não há nenhum site similar.

Serge Segura, 41 anos, é francês e trabalha como gerente de um restaurante em Brasília. Ele mora no DF há 17 anos e participa do site há oito meses. Serge se integrou ao site, porque tinha a intenção de ler poemas em francês e se aproximar da filha, que não vive com ele, mas lê o que ele escreve. “O site é legal por ser livre. Você pode ler e escrever o que quiser”, disse. Na rede social, o francês utiliza um “avatar” com o nome “Bout du Monde”, que significa “fim do mundo”. Ele descreve como se sente ao escrever poemas, por meio do vídeo abaixo.

No entanto, quem participa do ‘Je Poème’ deve seguir algumas regras. Palavras de baixo calão, por exemplo, não são permitidas. “Elas são bloqueadas automaticamente”, contou Serge. Além disso, ainda que qualquer pessoa possa ler os poemas publicados, só se pode comentá-los se tiver cadastrado no site. Segundo Serge, alguns integrantes criam mais de um “avatar” para que possam dar sua opinião sobre as poesias publicadas, sem que sejam identificados.

Outra determinação do ‘Je Poème’ é que, ao publicar um poema, a pessoa terá 10 minutos, após a postagem, para modificá-lo ou editá-lo. Passado esse tempo, o site bloqueia automaticamente a postagem. Os poemas mais clicados estão sempre mais visíveis que os outros, pois, a cada comentário, eles voltam a ocupar o primeiro lugar da lista de todos já publicados.

No ‘Jè Poeme’ há poesias de diversos temas: as que falam de amor, outras de amizade, etc. Mas Serge conta que escreve sobre tudo o que lhe incomoda no mundo. “Para mim é como uma terapia” desabafa. Ele esclarece ainda que, através do Je Poème, pode contar histórias de tempos passados e analisar a reação das pessoas sobre tal assunto, com relação a outras que viveram àquela época.

Segura diz que publica suas obras na rede porque gosta das críticas feitas por outros usuários: “Elas vão me fazer melhorar e, quando escrevo sobre algo que gosto, quero ver a reação das pessoas. Ao publicar um poema nesse site, dois minutos depois as pessoas estão reagindo”, conclui.

Leia um dos poemas de Serge Segura:

Eutanásia

deixo minha voz pra cobrir o silêncio,
língua e molares pra mastigar as nuvens.
deixo meus olhos como um livro de imagens
meu coração em paz depois de tanto ócio

deixo minha memória, que pode até servir!
os braços que abraçaram o amor e a miséria.
deixo as esperanças, às que te faziam rir!
minha alma penada com as cores da terra.

deixo enfim tudo que não sou mais,
as minhas lembranças dormem, não as acordem.
apaguem a luz que não verei nunca mais
está tarde, saiam todos… por amor me deixem…

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Orkut é tendência para anunciar serviços

Posted by anananic em 19/10/2010

Empresas têm optado por utilizar página de relacionamento como ferramenta de propaganda

Ana Paula Lima

Utilizar as novas mídias como forma de divulgar serviços de empresas do ramo de festas parece ser uma tendência, principalmente naquelas que já existem há mais tempo e que têm um número maior de usuários. O objetivo é chamar atenção do público-alvo, que são primordialmente jovens.

A promoter Adriana Bezerra divulga todos os serviços da empresa onde trabalha, o cerimonial Arte e Foto Formaturas, pelo Orkut, por um blog (http://www.adrianabezerra.blogspot.com) que criou exclusivamente para esse fim e pelo site (http://www.artefoto.com.br).  Segundo Adriana, muitos contratos para a realização de formaturas vieram através de contato inicial pelo Orkut. “A vantagem é que o ele é um meio de comunicação sem custo e, como muitos clientes possuem a ferramenta, o contato é mais fácil”, diz ela.

Luiz divulga trabalhos e contatos pelo Orkut

Adriana criou o perfil no Orkut como alternativa ao site da empresa, que, na época, não funcionava bem. As pessoas que Adriana aceita como “amigas” na página de relacionamento social são alunos de alguma turma cuja festa está organizando (ou ainda em processo de negociação de contrato). Como medida de segurança, tanto para a promoter como para a empresa e seus clientes, os álbuns de fotos só podem ser vistos pelos membros do perfil dela.

Formado em Relações Internacionais, Carlos Eduardo Windsor teve o primeiro contato com Adriana por meio da página de relacionamentos. Ele  sempre indica o serviço para os seus amigos. “O Orkut me ajudou muito quando eu e a comissão ainda estávamos pesquisando a empresa”, diz ele.

O fotógrafo Luiz Silveira utiliza o seu perfil não só para postagens pessoais, mas também divulga fotos dos eventos onde trabalhou, como casamentos, aniversários e books fotográficos. A empresa do fotógrafo leva o seu nome e além de utilizar o Orkut, Luiz também mantém um blog (http://www.8p.com.br/luizsilveiraphotos/flog/#a145856-941994)  em que  divulga grande parte das suas fotografias. “Por meio do Orkut as pessoas conhecem o meu trabalho e pedem até mesmo para que eu mande orçamentos”, relata.

Mesmo com essa facilidade de acesso, o sócio da Agência Dupla de Dois Propagandas Alexandre Fonseca afirma que, nas mídias sociais, a seleção do público é fundamental para buscar o sucesso. “A pessoa precisa saber se comunicar com os clientes certos. Por exemplo, não mandando mensagens para pessoas desconhecidas e de diferentes perfis”. Como sugestão, o publicitário diz que o Orkut pode funcionar como uma ferramenta de apoio, direcionando o consumidor a um link do site da empresa.

(Editação: Anandah Leão e Mariana Bianchetti)

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